Não sei se é de conhecimento geral, mas sou uma grande fã da escritora e ativista Chimamanda Ngozi Adichie, e não pude deixar de ir atrás de um de seus mais recentes livros, que na verdade é uma carta redigida pela própria, e endereçada a uma grande amiga, que lhe pedira dicas de como criar sua filha recém-nascida dentro da esfera feminista.
Nativa de Enugu, na Nigéria, a autora nasceu em 1977 e assina o lançamento de quatro grandes obras, além de sua conferência no TED, que já ultrapassa 2 milhões de visualizações e teve seu discurso transcrito e lançado no formato de livro, aqui no Brasil, pela Companhia das Letras, recebendo o título de Sejamos todos feministas.
Dividido, basicamente, em quinze sugestões educacionais, Chimamanda listou o que achava ser mais adequado para a educação de uma criança nos tempos modernos, onde os limitadores ideias de gênero são tão presentes e acorrentam, principalmente as moças, impedindo-as de consolidar até mesmo sua personalidade, já que esses ideias impedem a formação pela qual todos passamos durante as fases de crescimento.
Feminismo e feminilidade não são mutuamente excludentes. É misógino sugerir o contrário. Infelizmente, há mulheres que aprenderam a se envergonhar e a se desculpar por interesses vistos como tradicionalmente femininos, como moda e maquiagem. Mas nossa sociedade não espera que os homens se sintam envergonhados por interesses tidos como masculinos - carros esportivos, certos esportes profissionais.

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