13 de setembro de 2017

Louco amor de fã - Sheila Lima Wing


Maria das Dores, ou Madori, é uma menina de apenas quinze anos, nem tão ansiosa por se enturmar com as irmãs, que são totalmente aficionadas por seus respectivos ídolos e, consequentemente, seu exato oposto. Mas isso não é tão fácil quanto parece, já que aparentemente ninguém compreende que a jovem prefira mil vezes estar em um biblioteca acompanhada de livros a se entregar a amores platônicos por pessoas desconhecidas, sendo assim, é um fardo ter que aguentá-las julgando cada mínimo movimento seu.
Eis que em um desses momentos em que não se tem nada para ler, nossa protagonista se depara com uma coluna em uma das revistas das irmãs, onde um misterioso escritor fala sobre sentimentos de uma forma tão profunda que Madori acaba se entregando ao que sempre lhe parecera tão distante de seu universo. O amor por Teo acaba saindo ainda maior do que a encomenda, e a jovem se vê entregue a um sentimento por alguém, não apenas desconhecido, mas tão misterioso que simplesmente não se acha informações concretas sobre sua vida. A perseguição das irmãs e a nova paixão que carrega seguem em seu coração, escondidas sob sete chaves. Sete anos se passam, e em sua nova vida as coisas estão começando a se encaixar, mas uma reviravolta do universo resolve que agora ela precisa proteger a melhor amiga de uma possível paixão malsucedida por seu ídolo.

Louco amor de fã é um romance fofo, sem exageros na medida do açúcar, sendo muito gostoso de saborear. Toda a narrativa seguiu uma linha saudosa, como se as páginas fosse uma homenagem à beleza que é se entregar a esse amor de fã. A autora tem uma escrita gostosa e cativante, além de ter retratado a adolescência da personagem principal de um jeito tão doce, mesmo em momentos não tão agradáveis, que a sensação de nostalgia permeou todo o livro.

8 de setembro de 2017

Leituras de Agosto

Oi oi, gente!
Rolou um pequeno atraso, mas o post com as leituras de agosto está aqui! Uma pena que esse último mês não tenha sido tão produtivo. Em compensação, gostei da maioria deles!



Os novos moradores - Francisco Azevedo (Resenha aqui)
Neste novo romance, Francisco Azevedo retoma o tema da família, que o consagrou no best-seller O Arroz de Palma O autor investe e se aprofunda no caráter intrínseco e universal das células familiares, que podem ser a de qualquer um – e aqui são duas, famílias vizinhas, morando em casas geminadas. O que se vive – e se supera – dentro delas é das mais belas e comoventes exposições da intimidade do ser humano e de um de seus pilares tão fundamentais quanto indesejados: os arquivos secretos, tramas que levam as pessoas, homem e mulher, pais e filhos, à opção pelo silêncio sob um mesmo teto. Espécie de romance de geração, cheio de grandes personagens, Os novos moradores trata da convivência e da compreensão do diverso por meio da escolha radical pelo diálogo e pela reflexão. Só assim a tragédia familiar dá lugar ao entendimento, e o amor entre indivíduos permite o desfecho ansiado: o do perdão. 


As duas torres - J. R. R. Tolkien
As Duas Torres é a segunda parte da grande obra de ficção fantástica de J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis.
É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa, diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seus detalhes. 
A comitiva do Anel se divide. Frodo e Sam continuam a viagem, descendo sozinhos o grande Rio Anduin - mas não tão sozinhos assim, pois uma figura misteriosa segue todos os seus passos...

30 de agosto de 2017

[TAG] Signos Literários



Oi, gente!
Hoje vim trazer uma tag divertida que encontrei no blog Balaio de Babados (recomendo muito que conheçam, inclusive), e a criadora é a própria Luiza, dona do blog. Eu adoro essas coisas de signos, embora não acredite muito, mas acho interessante, e foi uma delícia associar personagens e astrologia.
Segue a tag, sem mais enrolações:

Áries ♈: Um personagem esquentadinho 
Pietro Martelli, de Romance em San Marino. Pietro já começa o livro mostrando suas garras, não dá nem pra se iludir. Não que isso o torne um personagem ruim, muito pelo contrário, Martelli me encantou muito ao longo da história.

Touro ♉: Um personagem comilão
Colin Bridgerton, da série Os Bridgertons. Essa, por acaso, foi a mesma resposta da Luiza, criadora da tag, mas é que simplesmente não pensei em outro personagem que tivesse o mesmo apetite intenso que o Colin.

Gêmeos ♊: Um personagem "bipolar" (que muda rápido de opinião)
Lilah MacDonald, de Eu sem você. Acho que essa foi uma das características mais difíceis de encontrar, dentre os personagens que lembrei. Por fim escolhi a Lilah porque ela ficou naquele velho dilema de aceitar ou não os sentimentos pelo Callum, por muito (muito!) tempo.

Câncer ♋: Um personagem sofredor
Adam, da trilogia Estilhaça-me. Li essa trilogia há algum tempo, mas lembro que Adam era, de longe, o personagem que tinha essa característica mais evidente.

13 de agosto de 2017

Jantar Secreto - Raphael Montes


Dante é um jovem vindo do interior do Paraná, mais especificamente de Pingo d’Água, recém-matriculado em uma universidade no Rio de Janeiro que, junto de mais três amigos, almeja iniciar uma nova vida. As coisas não estão fáceis para ninguém, e é uma grande sorte quando eles encontram o apartamento perfeito, e o mais importante, por um preço acessível. 
Os quatro amigos não poderiam ser mais diferentes. Dante, o narrador dessa história, estudante de administração, trabalha em uma livraria e controla seu sono a base de Rivotril. Hugo é dono de um ego tão alto que por vezes até irrita, e é também o aspirante a chef dos quatro. Leitão é um hacker que parece viver em um universo paralelo dentro de seu quarto, sempre fumando um cigarro de maconha e comendo pizza. Por último, mas tão importante quanto, temos Miguel, que faz medicina, e de longe é o mais centrado do grupo, prezando sempre pelo que é certo – o que não impede as atrocidades que estavam por vir. O Rio de Janeiro viveu seu ápice entre copa do mundo e olimpíadas, e agora os moradores veem seu declínio econômico da forma mais dura. E é claro que os quatro, já muito bem instalados, também começam a sofrer com isso. As contas chegam, o aluguel bate à porta, e seus empregos mostram-se medíocres demais para arcar com tudo. A ideia de iniciar jantares com experiências gastronômicas inusitadas vem em um arroubo de criatividade com base em um esquema já conhecido nos Estados Unidos, e que começa a ganhar força no Brasil. Com um quase chef em casa, nada melhor do que tentar entrar nesse mercado que promete dinheiro de um jeito, aparentemente, fácil.

Li outro dia no jornal sobre uma versão brasileira do DinnerWith. JantarSecreto.com. É pra qualquer pessoa com certo talento culinário que quer ganhar um dinheiro extra sem precisar abrir um restaurante. A ideia é fazer a ponte entre essas pessoas e outras dispostas a comer na casa de alguém desconhecido, numa espécie de aventura gastronômica.

A proposta é muito simples. Tendo alguém que sabe cozinhar tão bem, seria um ultraje se eles não aproveitassem a oportunidade. As funções de cada um são designadas sem protestos e por unanimidade, e é assim que os quatro amigos entram em um jogo muito mais intenso do que o esperado. O que começou como um simples meio de ganhar dinheiro e sanar as dívidas, se transforma em algo muito maior e mais perigoso do que nossa imaginação poderia alcançar.

2 de agosto de 2017

Leituras de Julho

Oi oi, galera!
Nesse último mês, entre férias atribuladas e maratonas literárias, até que li bastante coisa, e todos foram maravilhosas!



Participei (e estou participando ainda, porque foi prorrogada) da Maratona Literária de Inverno, organizada pelo Victor Almeida, do canal literário Geek Freak, fato que me ajudou a dar uma boa alavancada no fim do mês, apesar de não ter concluído minha ousada meta de nível intermediário, com seis livros. Mas enfim, esses foram os livros lidos:

1. Mestre das chamas - Joe Hill (Resenha feita para outro blog, clique aqui)

Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas.
Nos Estados Unidos, uma cidade após outra cai em desgraça. O país está praticamente em ruínas, as autoridades parecem tão atônitas e confusas quanto a população e nada é capaz de controlar o surto.
O caos leva ao surgimento dos impiedosos esquadrões de cremação, patrulhas autodesignadas que saem às ruas e florestas para exterminar qualquer um que acreditem ser portador do vírus.
Em meio a esse filme de terror, a enfermeira Harper Grayson é abandonada pelo marido quando começa a apresentar os sintomas da doença e precisa fazer de tudo para proteger a si mesma e ao filho que espera.
Agora, a única pessoa que poderá salvá-la é o Bombeiro – um misterioso estranho capaz de controlar as chamas e que caminha pelas ruas de New Hampshire como um anjo da vingança.
Do aclamado autor de A estrada da noite, este livro é um retrato indelével de um mundo em colapso, uma análise sobre o efeito imprevisível do medo e as escolhas desesperadas que somos capazes de fazer para sobreviver.


2. Para educar crianças feministas - Chimamanda Ngozi Adichie (Resenha aqui)
Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

3. Nossa música - Dani Atkins
Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte. 
Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam. 
Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

25 de julho de 2017

Semana do autor nacional: Quarto de despejo

Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Dando continuidade ao projeto em comemoração ao Dia Nacional do Escritor, venho com uma indicação que une tanto essa data quanto o Dia internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, que também é comemorado no dia de hoje. Para essa data especial trouxe o livro Quarto de despejo da autora Carolina Maria de Jesus. Carolina foi uma grande mulher que mesmo não tendo um alto nível de escolaridade, escreveu seu livro em forma de diário, e tivemos o prazer de tê-lo publicado, para que pudéssemos conhecer sua história de luta.


Segue a sinopse:
Quarto de Despejo é um diario. Escrito dia a dia. Caderno e mais caderno cheios pela letra de uma mulher. Recheados do cotidiano autêntico, vivido. A luta pela sobrevivência como ela é, em todos os "quartos de despejo" do mundo, à margem das grandes cidades. Quarto de Despejo é mais que isso. É reportagem, é romance, é história de um grupo humano em certa época do mundo. É a voz do povo, patética, lírica, sentimental, forte e inesquecível.
O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal, na linguagem simples do diário de uma catadora de lixo.

Carolina foi uma grande guerreira, nascida por volta de 1914 (não se sabe dizer com exatidão), que faleceu no dia 13 de fevereiro de 1977, mas deixou um grande documento de sua vida na já extinta favela do Canindé, em São Paulo. A autora se referia ao local, como o quarto de despejo da grande cidade em que morava. Sendo o local tão próximo de onde moro, me senti tocada ao imaginar o que hoje vemos como a Marginal Tietê, mas que esconde tanta história sob seu asfalto.
Tudo tem início quando o repórter Audálio Dantas é designado para uma reportagem na favela localizada na beira do rio Tietê, e então conhece Carolina Maria e descobre nela uma mulher que, não só tem o que dizer, como não quer ficar calada.


... Aqui na favela quase todos lutam com dificuldades para viver. Mas quem manifesta o que sofre é só eu. E faço isto em prol dos outros

24 de julho de 2017

Semana do autor nacional: A Arma Escarlate

Oi, gente!

Na semana passada, passeando pela blogosfera, dei de cara com o Blog Livros e Ideias da Drica, e junto com ele veio o post maravilhoso (e que é a minha cara!) sobre o Dia Nacional do Escritor, que será amanhã, no dia 25 de julho! (No post ela conta direitinho como a comemoração surgiu. É só clicar aqui.)
A Drica sugeriu que, quem tivesse interesse, poderia se unir a ela e dedicar a semana para a divulgação da nossa literatura na atualidade, que é tão rica, mas muita gente ainda não descobriu. E é claro que eu não podia ficar de fora, né?! Segue então minha primeira indicação:


Esses são os dois primeiros livros da série A Arma Escarlate, que será composta de cinco livros e um spin-off. O primeiro exemplar, que recebe o nome da série, já foi resenhado no blog, e você pode conferir a resenha clicando aqui. (É um tanto antiga, mas assim que fizer uma releitura, trarei outra novinha)
Resumidamente, conta a história de escolas de bruxaria aqui no Brasil. Cada livro trará uma visão melhor de cada uma das cinco escolas brasileiras. Sim! A autora levou em consideração que nosso país é enorme, e uma única instituição não conseguiria comportar tantos alunos, logo, foram criadas cinco escolas, formando um pentagrama mágico, sendo uma em cada região. A escola do sudeste, foco do primeiro livro, é localizada no Rio de Janeiro, dentro do famoso Corcovado, e lá temos as mais maravilhosas demonstrações da cultura nacional, assim como os defeitos que infelizmente assolam o país, tudo isso em um universo mágico que foi muito bem construído pela Renata. A seguir, a sinopse:

20 de julho de 2017

Para educar crianças feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Não sei se é de conhecimento geral, mas sou uma grande fã da escritora e ativista Chimamanda Ngozi Adichie, e não pude deixar de ir atrás de um de seus mais recentes livros, que na verdade é uma carta redigida pela própria, e endereçada a uma grande amiga, que lhe pedira dicas de como criar sua filha recém-nascida dentro da esfera feminista.
Nativa de Enugu, na Nigéria, a autora nasceu em 1977 e assina o lançamento de quatro grandes obras, além de sua conferência no TED, que já ultrapassa 2 milhões de visualizações e teve seu discurso transcrito e lançado no formato de livro, aqui no Brasil, pela Companhia das Letras, recebendo o título de Sejamos todos feministas.

Dividido, basicamente, em quinze sugestões educacionais, Chimamanda listou o que achava ser mais adequado para a educação de uma criança nos tempos modernos, onde os limitadores ideias de gênero são tão presentes e acorrentam, principalmente as moças, impedindo-as de consolidar até mesmo sua personalidade, já que esses ideias impedem a formação pela qual todos passamos durante as fases de crescimento.
Feminismo e feminilidade não são mutuamente excludentes. É misógino sugerir o contrário. Infelizmente, há mulheres que aprenderam a se envergonhar e a se desculpar por interesses vistos como tradicionalmente femininos, como moda e maquiagem. Mas nossa sociedade não espera que os homens se sintam envergonhados por interesses tidos como masculinos - carros esportivos, certos esportes profissionais.

8 de julho de 2017

Leituras de Junho

Olá!
Eu sei que estou atrasada com esse post, mas o importante é que saiu! rs. E essas foram minhas leituras de junho: 
Tudo e todas as coisas - Nicola Yoon (Resenha)
Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.
A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.
Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.

Uma curva no tempo - Dani Atkins (Resenha)
A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?
A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

24 de junho de 2017

Romance em San Marino - Lídia Rayanne

Ângela Olivério é uma jovem moradora da pequena república de San Marino. Com gênio forte e muito inteligente, a moça se diferencia das conterrâneas por pensar de modo tão futurístico, questionando a si mesma porque uma mulher não teria capacidade igual ou maior que a de um homem para, não só aprender, mas ensinar também. Apesar de sua vida simples não lhe permitir muitas escolhas, a moça é decidida, o que lhe proporciona coragem suficiente para que tome à frente e abra uma pequena escola no bairro onde reside. Infelizmente para a família de Ângela, toda essa personalidade destemida só faz com que os possíveis pretendentes se afastem, e a fama da jovem comece a ser questionada em todo o vilarejo. Quem gostaria de se casar com uma dama que ousa levantar a voz para um rapaz? Ou pior, que pareça saber mais que ele?

Enfrentando seus próprios dilemas, temos Marco Casali, o filho único de um dos mais importantes governantes de San Marino, e também aquele que todos esperam que futuramente se torne o capitão-regente da nação. A vida do jovem está traçada desde seu nascimento, sendo filho de alguém tão importante, e pertencendo a mais alta classe, todos esperam o melhor de Marco, inclusive para sua vida conjugal que, desde muito cedo, foi entregue à família Vicini. Sendo assim, Marco e Alessa eram praticamente noivos antes mesmo de terem idade para entenderem o que estava acontecendo. Não que isso tenha sido um problema para os pombinhos que, muito favoravelmente, se apaixonaram e mal conseguiam esperar pelo momento certo para que enfim se unissem em matrimônio.
Mas algo deu errado em um dos encontros rotineiros com importantes líderes do governo. Marco foi envergonhado sob o peso de não conhecer a história de sua própria nação. É quando decide que deve fazer algo, não só pelo futuro genuíno que lhe aguarda, mas para que não cause mais vergonha a seu pai.

E em mais uma tarde comum, o destino arruma um jeitinho inusitado de unir nossos protagonistas. A proposta é simples; ela realizaria o que nasceu para fazer: lecionar. E o ajudaria a conquista seu maior objetivo: governar.

16 de junho de 2017

Uma curva no tempo - Dani Atkins


Rachel e seus amigos vão a um restaurante como forma de despedida, já que em pouco tempo o grupo terá que se desfazer para que cada um siga seu rumo em faculdades distintas. Mas uma reunião informal e despretensiosa vira uma grande tragédia quando um carro desgovernado colide com o restaurante ferindo os jovens clientes. Cinco anos depois, suas vidas mudaram completamente, Rachel agora mora sozinha em um pequeno apartamento em Londres, sentindo-se culpada pela fatalidade de anos atrás, quando perdeu seu melhor amigo. Sua vida está em pedaços e a única coisa que a faria voltar a ser feliz, seria se tudo aquilo nunca tivesse acontecido.

Mais uma vez peguei um livro sem nenhuma expectativa, acreditando estar dando início a mais um romance, principalmente quando me deparei com os dilemas dos jovens logo nas primeiras páginas. Mas eis que me deparo com uma grande reviravolta após o acidente que inicia o livro. Talvez a segunda chance de Rachel seja mesmo possível.

O enredo corre em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Rachel, nossa protagonista. Sendo assim é muito prazeroso entrar em contato com a vida da jovem e notar que a confusão criada pela autora não acontece apenas com o leitor, mas com a personagem em si. Não só pela identificação mas pela veracidade dos fatos dentro da narrativa. Dani Atkins criou uma história diferente do convencional, adicionando um evento que, em partes não entendemos, mas pelo qual adoraríamos passar.

A leitura é permeada pelo mistério do que de fato está acontecendo na vida da protagonista, o que deixou tudo mais dinâmico e me fez correr com a leitura para saber o que acontecia. A escrita da Dani também ajudou nesse quesito por ser sempre leve e muito fluida, fazendo com que a angústia de não entender o que a protagonista estava passando, fosse aliviada pela leveza com que os fatos foram escritos. E mesmo as partes mais pesadas, que poderiam ter causado desconforto, não foram, de maneira nenhuma, descritas para incomodar.

Sua criação de personagens é boa, mas senti que por vezes era tudo muito estereotipado, onde ficava claro a personalidade de alguém, apenas por sua descrição física, talvez se eles fossem mais aprofundados teríamos ainda mais riqueza na narrativa. No entanto a história não deixou a desejar, contendo elementos inesperados, que fizeram toda a diferença durante a leitura.


"Não existe garantia de nada na vida, Rachel. Acidentes e doenças acontecem, não podemos fazer nada em relação a isso. [...] Mas não podemos deixar isso reger nossa vida." 

Uma curva no tempo é um daqueles livros que a gente finaliza com a sensação de que a escritora sabia o que queria do início ao fim e soube desenrolar o enredo de forma original e instigante. Por diversas vezes, Dani deixou um ar de mistério pairando sobre os fatos e foi muito bem sucedida se seu intento era deixar o leitor curioso até o desfecho. 

A história em si tem muito o que nos ensinar, tornando-o um romance que vale a pena ser lido por diversos tipos de leitores, não só aqueles adeptos de narrativas mais açucaradas, já que a autora dosou de forma maravilhosa a quantidade de romance dentro do mistério que rondava a história. Recomendo!

10 de junho de 2017

Tudo e todas as coisas - Nicola Yoon




Madeline é doente. Aos 18 anos, essa é a única verdade que possui em sua vida, a afirmação que regeu todos os seus atos. A Imunodeficiência Combinada Grave (IDCG), doença que lhe acompanha desde os seus seis meses de vida, é rara e causa consequências fatais, portanto, toda a sua existência tem sido trancada dentro de casa. Madeline não sabe o que é frequentar uma escola normal, passear, ou sequer conviver com outras pessoas. Suas únicas amigas são sua mãe, Pauline, e a enfermeira Carla, que acompanha seu dia a dia, passo a passo, para verificar como estão os níveis de saúde dentro de sua condição. Mas é quando os novos vizinhos aparecem que sente que, talvez, manter os resultados dos exames sempre em ordem seja mais difícil quando seu coração esta em jogo.
Oliver é um jovem bonito que porta uma fachada confiante e ao mesmo tempo misteriosa. O garoto viciado em Parkour logo se interessa pela vizinha que estranhamente, parece passar todos os dias dentro de casa. Quando descobre que o interesse é recíproco, arruma uma forma inusitada de começar uma iteração com a moça. 

Tudo e todas as coisas foi um daqueles livro que peguei sem nenhuma expectativa, mas que me surpreendeu de uma forma muito positiva. Nicola tem uma escrita leve e muito fluida, sendo possível saborear a história em poucas horas. Com um enredo aparentemente simples, viajei pelas páginas me divertindo e dando muitas risadas em diversos momentos.

6 de junho de 2017

Leituras de Maio

Olá, pessoas!

O mês já começou há alguns dias, mas nunca é tarde, certo?! Então vamos lá! Confiram a lista dos livros que li em maio.

1. A sociedade do Anel - J. R. R. Tolkien 

A Sociedade do Anel é a primeira parte da grande obra de ficção fantástica de J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seu detalhes. Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro.
 

2. Quando a Bela domou a Fera - Eloisa James

Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, "Quando a Bela domou a Fera" é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos.
Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

1 de junho de 2017

[AVISO] Mudança de Plataforma


 

Olá, galera!!

Venho contar a novidade pra vocês! O Universo Tácito está agora na plataforma do Blogger, ou seja, a antiga URL universotacito.wordpress.com logo sairá do ar. As atualizações (e a agora elas ocorrerão com mais frequência) serão todas aqui!
Infelizmente migrar de um servidor para o outro foi um pouco mais complicado do que eu imaginava, então, por enquanto, vocês encontrarão alguns links com erros, ok?! Mas já estou ajeitando e em breve estará tudo em ordem.
Obrigada pela atenção e aproveitem o blog! :D 

30 de maio de 2017

Juntando os pedaços - Jennifer Niven

Juntando os pedaços

Jack Masselin vive sua vida o mais próximo dos padrões de normalidade possível, mas há algo que o persegue desde que se lembra de existir. Prosopagnosia. Jack não é capaz de memorizar rostos. Ele enxerga olhos, nariz, boca..., mas não consegue juntá-los para reconhecer ou lembrar de alguém, nem mesmo aqueles com quem convive. E esconder essa sua condição em um lugar onde todos pensam conhecê-lo tão bem, tem sido cada vez mais difícil, tanto para si mesmo quanto no convívio social.

Libby é apenas mais uma jovem residente dos Estados Unidos da América, que só deseja voltar a ter uma vida normal. Após ficar anos trancada em casa, tendo como companhia seu pai e um gato de nome George, com o adendo de ter sido apelidada pela mídia como A garota mais gorda dos EUA, a jovem quer voltar à ativa e se sentir parte integrante da sociedade. Mas é ao entrar no colégio Martin Van Buren que relembra o quanto as pessoas podem ser cruéis quando se está fora dos padrões de beleza.

5 de abril de 2016

Leituras de Março + O que estou lendo


Oi oi! Tudo bem com vocês?

É, eu sei, eu sei... Estou atrasada com esse post, mas tive uns imprevistos e peço desculpas. Mas vamos ao que interessa, né?! Ao contrário do mês de fevereiro, em março li bem pouquinho devido a falta de tempo. Mas foram boas leituras e isso que importa, não é mesmo?! Segue aí o que andei lendo, e o que comecei no mês passado.

1. A garota no trem - Paula Hawkins (Resenha aqui.)
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d'água, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

 2. Suicidas - Raphael Montes
Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa? Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio. Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar.


3. A contadora de filmes - Hernán Rivera Letelier
 
A história de A contadora de filmes parece singela: no final dos anos 50, Maria Margarita é a filha menor de uma família de mineiros, para quem a sessão de cinema dos domingos – única diversão do povoado – é ocasião para descobrir a última obra-prima de Chaplin, as tramas lacrimejantes dos filmes mexicanos, a saia esvoaçante de Marilyn Monroe ou as novas aventuras de John Wayne. Um acidente de trabalho sofrido pelo pai corta a renda familiar pela metade, e um só dos filhos será escolhido para ir ao cinema aos domingos. A missão é contar a história do filme para o resto da família. E, na espécie de concurso promovido pelo pai, Maria Margarita é quem se sai melhor e descobre o talento que tem para narrar.




Bom, as leituras foram essas, mas a novidade é que entrei em um projeto de leitura de It: A coisa do Stephen King, e queria compartilhar com vocês a experiência.

24 de março de 2016

Novidades literárias!


Oi oi, gente! Tudo bem com vocês?

Tem mais notícia boa no mercado editorial! Essa semana eu vim aqui contar do mais novo lançamento da DarkSide, previsto para abril. E hoje a notícia é de um dos meus livros preferidos, um romance policial nacional que tem chamado a atenção por aí. E se você pensou em O sorriso da hiena, está certíssimo. O meu queridinho, antes lançado de forma independente, ganhou o selo da Verus Editora! Sim, isso mesmo! Se você, como eu, leu mas não teve a oportunidade de comprar o livro físico, ou ainda não se aventurou nessa obra incrível, aguarde novas informações, porque é oficial, o autor Gustavo Ávila divulgou a novidade ontem em seu instagram! Preciso dizer que fiquei muito feliz? rs.

Se ainda não conhece o livro, segue a capa e a sinopse ;)


 
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral.
Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?

Se quiser saber com detalhes o que achei do livro, pode conferir na resenha postada aqui no blog, e deixa aí nos comentários se já leu e o que achou da experiência.

Kisoj e até a próxima!
Aline :D

22 de março de 2016

Vamos falar de lançamento?

Oi oi, gente! Como vocês estão?

Bom, hoje eu vim falar de uma coisa que todo mundo ama... Lançamento literário! E vamos abrir um parênteses porque é pra falar de mais uma edição da DarkSide, que promete ser tão maravilhosa quanto seus habituais trabalhos, rs. Desde que fiquei sabendo que eles lançariam The kiss of deception, fiquei super empolgada. O livro está tendo uma ótima crítica mundo afora, e saber que está pra chegar por aqui, é muito bom! Pra quem ainda não sabe do que estou falando, segue aí a capa  (nessa versão gif maravilhosa!) e um pouquinho sobre essa história que promete ser um sucesso aqui no Brasil também!

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Plante ilusões e você colherá do mundo grandes decepções


Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?
Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante – o lugar perfeito para recomeçar – ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza.
O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.
O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.


Esse é mais um livro pra integrar o Coleção DarkLove, e seu lançamento está previsto para Abril de 2016.


Eu mal posso esperar! E vocês, ficaram curiosos? Querem se aventurar em mais uma fantasia que promete ser um sucesso? Deixe aí nos comentários!


Kisoj e até a próxima!
Aline :D

18 de março de 2016

Os doze guardiões da luz - Luiz Henrique Batista

doze guardiões

Festival de primavera e há uma aparente paz em Gaia, é o início de mais um ano da Era dos Reis. Após um longo período de escuridão, a luz parece estar no auge de sua força. Mas talvez os doze guardiões estejam passando apenas por uma calmaria, e o inimigo está muito mais perto do que se imagina.

Os doze guardiões da luz traz para a ficção, os signos do zodíaco encarnados em deuses vivendo no mundo fantástico de Gaia. Com narrativa em terceira pessoa, e – nesse primeiro livro – um foco mais específico em Áries, o livro narra a jornada dos doze deuses depois que a escuridão fora dizimada desse mundo.
Durante uma tradicional festa de primavera, há o reencontro de grande parte dos guardiões. As comemorações seguem naturalmente, e há pouca preocupação com a segurança dos habitantes. Quem haveria de se intimidar tendo os maiores guardiões à vista?
Eis que durante o evento algo extremamente inesperado acontece; o terceiro guardião, Gêmeos, é encontrado ferido e seu estado é grave. Mas quem se atreveria a afrontar um deus? Quem teria capacidade e força para tal façanha? Talvez a resposta seja mais simples do que se imagina, porém mais macabra do que desejam descobrir. O ataque representa muito mais que uma afronta, já que a existência dos guardiões mantém de pé a barreira que afasta a escuridão do universo de Gaia.
Doze estrelas caíram em diferentes partes do mundo, dissipando a Escuridão. Corrompidos em corpo e espírito, os gigantes recuaram em massa rumo ao leste, para além da neblina. Os que permaneceram, descobriram que as estrelas vindas do céu tornaram-se homens e mulheres que lutariam por liberdade e justiça. Eram os Doze Guardiões da Luz, guerreiros imortais que trouxeram esperança aos povos oprimidos, dando fim à Era dos Gigantes e início à Era dos Reis.

Com detalhadas cenas de ação, o livro é uma fantasia maravilhosa, que mistura outros gêneros literários. Temos romance em um nível balanceado que traz harmonia à trama intensa, enquanto os momentos de mais movimentação são muito bem escritos pelo Luiz Henrique.

Todo o cenário em que a história é passada é também muito bem explicado, o enredo não tem falhas, e esse universo criado pelo autor, assim como seus personagens, são completos e esmiuçados para que não haja dúvidas, como por exemplo, das Eras sob as quais Gaia já esteve.

Os personagens foram muito bem criados e me identifiquei bastante com a guardiã do meu signo, apesar de ter me encantado pela personalidade da Aquário, que se tornou uma de minhas personagens preferidas (e quando descobri que foi inspirada na Joana D’Arc, fiquei ainda mais apaixonada, rs.). A premissa do livro já havia me instigado, mas depois de ler tive mais certeza que o autor não apenas cumpre o que promete mas supera expectativas também.
[...] guerras não são travadas por um bem maior. Um lado subjuga o outro para assegurar a própria sobrevivência, e apenas isso. O sangue do inimigo em vez do seu. Matar ou ser morto. Devorar ou ser devorado. Essa é a única lei que rege a todos os seres vivos!

O livro tem uma pegada medieval, com cavalheiros e tudo que esse universo nos dá direito. Se você gosta de histórias assim, é bem possível que se apaixone pelo enredo tanto quanto eu. E mais um dos pontos fortes é a inserção da amizade como um valor sempre presente na trama.
Recomendo a leitura por diversos motivos; esse é mais um daqueles livros que você quer ler, e ter com quem confabular teorias sobre sua continuação. Então se você já leu, ou ficou interessado, deixe aí nos comentários!

Avaliação: ★★★★★ ♥


Kisoj e até a próxima!
Aline :D




Página do livro no skoob, e no facebook (onde você pode adquirir um exemplar autografado e com marcador, direto com o autor).

16 de março de 2016

A garota no trem - Paula Hawkins

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Nossa garota no trem é Rachel, e todos as manhãs, sempre no mesmo horário, a personagem usa esse meio de transporte com destino a Londres, e no fim da tarde, volta para casa. Nesse percurso, Rach passa por inúmeras residências, mas uma, dentre todas as outras, chama sua atenção. Quando o trem para no semáforo, ela inventa histórias para os dois moradores da casa, os quais coloca o nome de Jason e Jess. Torna-se um hábito observar o “casal perfeito” sempre que consegue.
Certo dia, seguindo seu ritmo natural, nossa protagonista vê uma cena um tanto inusitada. A suposta Jess não está com Jason mas intimamente acompanhada de um misterioso homem, que Rachel supõe ser um amante. Por ter vivido experiência parecida, Rachel se compadece do cônjuge e começa a pensar na possibilidade de revelar o segredo da suposta Jess. Mas como explicar que ela é uma stalker com problemas alcoólicos? É quando mais uma surpresa acontece na vida de Rachel, e ela descobre um misterioso desaparecimento na região de Witney, lugar onde está localizada, não só a antiga casa em que morara com o marido, mas também a casa do casal que observa todos os dias. E qual não é sua surpresa, quando vê a foto da pessoa desaparecida, e ela nada mais é do que Jess, que na verdade chama-se Megan e é casada com Scott Hipwell. Sua fantasia sobre a vida do casal cai por terra, e Rachel se depara com um fato: houve um crime, e na noite anterior, ela testemunhou uma traição conjugal. Qual seu papel diante dessa realidade? Como contar isso a polícia?

A partir dessa premissa o livro tem andamento e temos uma narrativa em primeira pessoa, intercalada entre três personagens femininas. Em determinada passagem de tempo, somos levados sob a visão de Megan Hipwell, enquanto que alguns meses a frente dos fatos, quem narra é Rachel, entrementes com Anna, esposa de Tom Watson, que é ex-marido da protagonista. Como citado, as duas últimas personagens, têm suas vidas entrelaçadas, enquanto logo no início da história, descobrimos que Megan também está presente na vida da família de Anna.
Talvez soe um pouco confuso, mas a narrativa da Paula é bem centrada no cotidiano das três mulheres, e assim não nos sentimos perdidos durante o livro.

Cada personagem possui suas peculiaridades, Rachel está em um claro estágio de depressão, além de possuir problemas com álcool. Por esse não ser o foco do livro, suas ações foram interpretadas de diversas formas pelos leitores de A garota no trem, e mesmo sendo contra muitas das coisas que a protagonista fez, considero que em alguns momentos, era esse lado da depressão e até do álcool, falando mais alto. O que, repito, não faz com que eu concorde com algumas escolhas erradas que Rachel fez ao longo da investigação a qual foi submetida.
Mas acabei me tornando uma pessoa triste, e a tristeza cansa depois de um tempo, tanto para quem está triste como para todo mundo em volta.

A trama toda é bem envolvente e o thriller cumpre o que promete ao te deixar extremamente intrigado por quase todo o livro. Não tive uma grande conexão com o enredo, e por isso demorei bem mais que o normal para termina-lo, mas não considero que tenha sido um livro ruim.
Como cheguei a esse ponto? Fico me perguntando quando foi o início da minha decadência; me pergunto em que momento eu poderia tê-la interrompido. Onde foi que peguei o caminho errado?

A garota no trem é um bom thriller psicológico, com um enredo envolvente que atiça sua curiosidade. Ao longo da história fui criando teorias sobre os acontecimentos e me aproximei muito do resultado final, o que tirou um pouco da surpresa. Continuo, no entanto, recomendo a leitura. Gostei de como a Paula guiou a história de Rachel de tal forma que, por vezes, sentíamos bem suas angústias e medos. Ouvi e vi várias críticas negativas sobre esse livro (concordo em partes com algumas), e espero que quem não leu ainda, possa ler e vir comentar comigo, para trocarmos opiniões. Assim como os que já leram ;)

Avaliação: ★★★★


Livro no skoob.


Kisoj e até a próxima!
Aline :D






Esse livro foi uma escolha para o projeto de Leitura Coletiva, organizado pelo Instagram literário Olhar Literário.