Oi, gente!
Na semana passada, passeando pela blogosfera, dei de cara com o Blog Livros e Ideias da Drica, e junto com ele veio o post maravilhoso (e que é a minha cara!) sobre o Dia Nacional do Escritor, que será amanhã, no dia 25 de julho! (No post ela conta direitinho como a comemoração surgiu. É só clicar aqui.)
A Drica sugeriu que, quem tivesse interesse, poderia se unir a ela e dedicar a semana para a divulgação da nossa literatura na atualidade, que é tão rica, mas muita gente ainda não descobriu. E é claro que eu não podia ficar de fora, né?! Segue então minha primeira indicação:
Esses são os dois primeiros livros da série A Arma Escarlate, que será composta de cinco livros e um spin-off. O primeiro exemplar, que recebe o nome da série, já foi resenhado no blog, e você pode conferir a resenha clicando aqui. (É um tanto antiga, mas assim que fizer uma releitura, trarei outra novinha)
Resumidamente, conta a história de escolas de bruxaria aqui no Brasil. Cada livro trará uma visão melhor de cada uma das cinco escolas brasileiras. Sim! A autora levou em consideração que nosso país é enorme, e uma única instituição não conseguiria comportar tantos alunos, logo, foram criadas cinco escolas, formando um pentagrama mágico, sendo uma em cada região. A escola do sudeste, foco do primeiro livro, é localizada no Rio de Janeiro, dentro do famoso Corcovado, e lá temos as mais maravilhosas demonstrações da cultura nacional, assim como os defeitos que infelizmente assolam o país, tudo isso em um universo mágico que foi muito bem construído pela Renata. A seguir, a sinopse:
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24 de julho de 2017
18 de março de 2016
Os doze guardiões da luz - Luiz Henrique Batista

Festival de primavera e há uma aparente paz em Gaia, é o início de mais um ano da Era dos Reis. Após um longo período de escuridão, a luz parece estar no auge de sua força. Mas talvez os doze guardiões estejam passando apenas por uma calmaria, e o inimigo está muito mais perto do que se imagina.
Os doze guardiões da luz traz para a ficção, os signos do zodíaco encarnados em deuses vivendo no mundo fantástico de Gaia. Com narrativa em terceira pessoa, e – nesse primeiro livro – um foco mais específico em Áries, o livro narra a jornada dos doze deuses depois que a escuridão fora dizimada desse mundo.
Durante uma tradicional festa de primavera, há o reencontro de grande parte dos guardiões. As comemorações seguem naturalmente, e há pouca preocupação com a segurança dos habitantes. Quem haveria de se intimidar tendo os maiores guardiões à vista?
Eis que durante o evento algo extremamente inesperado acontece; o terceiro guardião, Gêmeos, é encontrado ferido e seu estado é grave. Mas quem se atreveria a afrontar um deus? Quem teria capacidade e força para tal façanha? Talvez a resposta seja mais simples do que se imagina, porém mais macabra do que desejam descobrir. O ataque representa muito mais que uma afronta, já que a existência dos guardiões mantém de pé a barreira que afasta a escuridão do universo de Gaia.
Doze estrelas caíram em diferentes partes do mundo, dissipando a Escuridão. Corrompidos em corpo e espírito, os gigantes recuaram em massa rumo ao leste, para além da neblina. Os que permaneceram, descobriram que as estrelas vindas do céu tornaram-se homens e mulheres que lutariam por liberdade e justiça. Eram os Doze Guardiões da Luz, guerreiros imortais que trouxeram esperança aos povos oprimidos, dando fim à Era dos Gigantes e início à Era dos Reis.
Com detalhadas cenas de ação, o livro é uma fantasia maravilhosa, que mistura outros gêneros literários. Temos romance em um nível balanceado que traz harmonia à trama intensa, enquanto os momentos de mais movimentação são muito bem escritos pelo Luiz Henrique.
Todo o cenário em que a história é passada é também muito bem explicado, o enredo não tem falhas, e esse universo criado pelo autor, assim como seus personagens, são completos e esmiuçados para que não haja dúvidas, como por exemplo, das Eras sob as quais Gaia já esteve.
Os personagens foram muito bem criados e me identifiquei bastante com a guardiã do meu signo, apesar de ter me encantado pela personalidade da Aquário, que se tornou uma de minhas personagens preferidas (e quando descobri que foi inspirada na Joana D’Arc, fiquei ainda mais apaixonada, rs.). A premissa do livro já havia me instigado, mas depois de ler tive mais certeza que o autor não apenas cumpre o que promete mas supera expectativas também.
[...] guerras não são travadas por um bem maior. Um lado subjuga o outro para assegurar a própria sobrevivência, e apenas isso. O sangue do inimigo em vez do seu. Matar ou ser morto. Devorar ou ser devorado. Essa é a única lei que rege a todos os seres vivos!
O livro tem uma pegada medieval, com cavalheiros e tudo que esse universo nos dá direito. Se você gosta de histórias assim, é bem possível que se apaixone pelo enredo tanto quanto eu. E mais um dos pontos fortes é a inserção da amizade como um valor sempre presente na trama.
Recomendo a leitura por diversos motivos; esse é mais um daqueles livros que você quer ler, e ter com quem confabular teorias sobre sua continuação. Então se você já leu, ou ficou interessado, deixe aí nos comentários!
Avaliação: ★★★★★ ♥
Kisoj e até a próxima!
Aline :D
Página do livro no skoob, e no facebook (onde você pode adquirir um exemplar autografado e com marcador, direto com o autor).
1 de setembro de 2015
A Arma Escarlate - Renata Ventura

Rio de Janeiro, 1997. Hugo tem apenas 13 anos, mas vivencia a realidade de muitos adolescentes brasileiros, e em mais uma noite de violência em sua cidade natal, nosso protagonista se encontra em meio a um tiroteio, quando recebe uma misteriosa carta endereçada a ele. O remetente? A ilustríssima diretora de uma escola de magia.
A princípio tudo parece uma grande piada, mas há algo de verídico na carta, e é nessa ponta de veracidade que Hugo coloca suas esperanças no intuito de deixar pra trás a vida infernal que tem vivido. Mais do que seguir em frente, nosso bruxinho busca vingança por todas as maldades que o chefe do morro já o fez passar.
É então que o universo literalmente mágico de Renata Ventura nos é apresentado pela primeira vez. Hugo Escarlate começa a ser inserido no mundo bruxo e juntos somos levados a uma viagem sem precedentes.
Mui respeitosamente, venho convidá-lo a se unir ao corpo discente da excelentíssima escola de bruxaria Notre Dame do Korkovado. [...]
O livro é dividido em duas partes. Na primeira temos a apresentação do enredo, assim como as primeiras impressões do universo mágico de Renata Ventura. As descrições são bem feitas, e os personagens muito bem criados. A representatividade no livro é maravilhosa, vemos personagens reais de uma forma tão pouco mostrada em nossa literatura, e falo não só do emocional, mas das características físicas também. Quantas vezes você pegou um livro e viu inúmeros personagens que não tinham fisicamente nada a ver com você, ou com as pessoas a sua volta? Isso, definitivamente, não acontece em A Arma Escarlate. Além de tudo isso, vemos muito de nossa realidade mesmo em um contexto fantasioso. A autora coloca muito mais do que sonhos nessas quase 485 páginas, Renata trata de problemas que vemos e vivemos todos os dias. Não pegue esse livro esperando que haja qualquer tentativa de “tapar o sol com a peneira”, o Brasil é mostrado como ele realmente é. Com suas belezas naturais, seu potencial, mas também com seus defeitos, seu descaso.
Um fato que gostaria de ressaltar para exemplificar melhor o que mencionei acima, é que somos apresentados não só a uma, mas cinco escolas brasileiras de magia. O Brasil é imenso! Renata não esquece esse detalhe em momento algum, e nos presenteia com uma instituição em cada região do país! Nesse primeiro livro o foco principal é a escola localizada no Rio de Janeiro, correspondente a região Sudeste. Vemos os quatro estados que a compõem sendo muito bem retratados em personagens divertidos e cheios de personalidade.
A segunda parte começa e peço que peguem lencinhos, e tenham muita coragem! É a partir daí que temos mais um grande exemplo de história. Mesmo que nossos protagonistas sejam tão jovens, Renata não se abstém de mostrar mais uma realidade do nosso país. É triste, cruel, e posso dizer que desumano também, mas mais uma vez, a intenção não é fingir que não acontece. O clima aqui fica mais pesado, mas tratado de forma tão real e tão sensível, que não é possível largar o livro até que o desfecho apareça.
Quando iniciei a leitura, achei que muitas semelhanças com o universo de Harry Potter seriam inevitáveis, mas definitivamente, não foram. O livro da Renata criou vassouras próprias que alçaram voo distante das de J. K. Rowling. Ambos os livros são maravilhosos (sou muito fã do bruxinho britânico), mas cada um em suas peculiaridades. E garanto a vocês, em minha singela opinião, que não podíamos ter encontrado autora nacional melhor para fazer os nossos sonhos de receber uma carta mágica se tornarem mais próximos da realidade. o_/
Avaliação: ★★★★★ ♥
Livro no skoob.
Kisoj e até a próxima!
Aline :D
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