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5 de abril de 2016

Leituras de Março + O que estou lendo


Oi oi! Tudo bem com vocês?

É, eu sei, eu sei... Estou atrasada com esse post, mas tive uns imprevistos e peço desculpas. Mas vamos ao que interessa, né?! Ao contrário do mês de fevereiro, em março li bem pouquinho devido a falta de tempo. Mas foram boas leituras e isso que importa, não é mesmo?! Segue aí o que andei lendo, e o que comecei no mês passado.

1. A garota no trem - Paula Hawkins (Resenha aqui.)
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d'água, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

 2. Suicidas - Raphael Montes
Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa? Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio. Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar.


3. A contadora de filmes - Hernán Rivera Letelier
 
A história de A contadora de filmes parece singela: no final dos anos 50, Maria Margarita é a filha menor de uma família de mineiros, para quem a sessão de cinema dos domingos – única diversão do povoado – é ocasião para descobrir a última obra-prima de Chaplin, as tramas lacrimejantes dos filmes mexicanos, a saia esvoaçante de Marilyn Monroe ou as novas aventuras de John Wayne. Um acidente de trabalho sofrido pelo pai corta a renda familiar pela metade, e um só dos filhos será escolhido para ir ao cinema aos domingos. A missão é contar a história do filme para o resto da família. E, na espécie de concurso promovido pelo pai, Maria Margarita é quem se sai melhor e descobre o talento que tem para narrar.




Bom, as leituras foram essas, mas a novidade é que entrei em um projeto de leitura de It: A coisa do Stephen King, e queria compartilhar com vocês a experiência.

16 de março de 2016

A garota no trem - Paula Hawkins

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Nossa garota no trem é Rachel, e todos as manhãs, sempre no mesmo horário, a personagem usa esse meio de transporte com destino a Londres, e no fim da tarde, volta para casa. Nesse percurso, Rach passa por inúmeras residências, mas uma, dentre todas as outras, chama sua atenção. Quando o trem para no semáforo, ela inventa histórias para os dois moradores da casa, os quais coloca o nome de Jason e Jess. Torna-se um hábito observar o “casal perfeito” sempre que consegue.
Certo dia, seguindo seu ritmo natural, nossa protagonista vê uma cena um tanto inusitada. A suposta Jess não está com Jason mas intimamente acompanhada de um misterioso homem, que Rachel supõe ser um amante. Por ter vivido experiência parecida, Rachel se compadece do cônjuge e começa a pensar na possibilidade de revelar o segredo da suposta Jess. Mas como explicar que ela é uma stalker com problemas alcoólicos? É quando mais uma surpresa acontece na vida de Rachel, e ela descobre um misterioso desaparecimento na região de Witney, lugar onde está localizada, não só a antiga casa em que morara com o marido, mas também a casa do casal que observa todos os dias. E qual não é sua surpresa, quando vê a foto da pessoa desaparecida, e ela nada mais é do que Jess, que na verdade chama-se Megan e é casada com Scott Hipwell. Sua fantasia sobre a vida do casal cai por terra, e Rachel se depara com um fato: houve um crime, e na noite anterior, ela testemunhou uma traição conjugal. Qual seu papel diante dessa realidade? Como contar isso a polícia?

A partir dessa premissa o livro tem andamento e temos uma narrativa em primeira pessoa, intercalada entre três personagens femininas. Em determinada passagem de tempo, somos levados sob a visão de Megan Hipwell, enquanto que alguns meses a frente dos fatos, quem narra é Rachel, entrementes com Anna, esposa de Tom Watson, que é ex-marido da protagonista. Como citado, as duas últimas personagens, têm suas vidas entrelaçadas, enquanto logo no início da história, descobrimos que Megan também está presente na vida da família de Anna.
Talvez soe um pouco confuso, mas a narrativa da Paula é bem centrada no cotidiano das três mulheres, e assim não nos sentimos perdidos durante o livro.

Cada personagem possui suas peculiaridades, Rachel está em um claro estágio de depressão, além de possuir problemas com álcool. Por esse não ser o foco do livro, suas ações foram interpretadas de diversas formas pelos leitores de A garota no trem, e mesmo sendo contra muitas das coisas que a protagonista fez, considero que em alguns momentos, era esse lado da depressão e até do álcool, falando mais alto. O que, repito, não faz com que eu concorde com algumas escolhas erradas que Rachel fez ao longo da investigação a qual foi submetida.
Mas acabei me tornando uma pessoa triste, e a tristeza cansa depois de um tempo, tanto para quem está triste como para todo mundo em volta.

A trama toda é bem envolvente e o thriller cumpre o que promete ao te deixar extremamente intrigado por quase todo o livro. Não tive uma grande conexão com o enredo, e por isso demorei bem mais que o normal para termina-lo, mas não considero que tenha sido um livro ruim.
Como cheguei a esse ponto? Fico me perguntando quando foi o início da minha decadência; me pergunto em que momento eu poderia tê-la interrompido. Onde foi que peguei o caminho errado?

A garota no trem é um bom thriller psicológico, com um enredo envolvente que atiça sua curiosidade. Ao longo da história fui criando teorias sobre os acontecimentos e me aproximei muito do resultado final, o que tirou um pouco da surpresa. Continuo, no entanto, recomendo a leitura. Gostei de como a Paula guiou a história de Rachel de tal forma que, por vezes, sentíamos bem suas angústias e medos. Ouvi e vi várias críticas negativas sobre esse livro (concordo em partes com algumas), e espero que quem não leu ainda, possa ler e vir comentar comigo, para trocarmos opiniões. Assim como os que já leram ;)

Avaliação: ★★★★


Livro no skoob.


Kisoj e até a próxima!
Aline :D






Esse livro foi uma escolha para o projeto de Leitura Coletiva, organizado pelo Instagram literário Olhar Literário.