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13 de setembro de 2017

Louco amor de fã - Sheila Lima Wing


Maria das Dores, ou Madori, é uma menina de apenas quinze anos, nem tão ansiosa por se enturmar com as irmãs, que são totalmente aficionadas por seus respectivos ídolos e, consequentemente, seu exato oposto. Mas isso não é tão fácil quanto parece, já que aparentemente ninguém compreende que a jovem prefira mil vezes estar em um biblioteca acompanhada de livros a se entregar a amores platônicos por pessoas desconhecidas, sendo assim, é um fardo ter que aguentá-las julgando cada mínimo movimento seu.
Eis que em um desses momentos em que não se tem nada para ler, nossa protagonista se depara com uma coluna em uma das revistas das irmãs, onde um misterioso escritor fala sobre sentimentos de uma forma tão profunda que Madori acaba se entregando ao que sempre lhe parecera tão distante de seu universo. O amor por Teo acaba saindo ainda maior do que a encomenda, e a jovem se vê entregue a um sentimento por alguém, não apenas desconhecido, mas tão misterioso que simplesmente não se acha informações concretas sobre sua vida. A perseguição das irmãs e a nova paixão que carrega seguem em seu coração, escondidas sob sete chaves. Sete anos se passam, e em sua nova vida as coisas estão começando a se encaixar, mas uma reviravolta do universo resolve que agora ela precisa proteger a melhor amiga de uma possível paixão malsucedida por seu ídolo.

Louco amor de fã é um romance fofo, sem exageros na medida do açúcar, sendo muito gostoso de saborear. Toda a narrativa seguiu uma linha saudosa, como se as páginas fosse uma homenagem à beleza que é se entregar a esse amor de fã. A autora tem uma escrita gostosa e cativante, além de ter retratado a adolescência da personagem principal de um jeito tão doce, mesmo em momentos não tão agradáveis, que a sensação de nostalgia permeou todo o livro.

13 de agosto de 2017

Jantar Secreto - Raphael Montes


Dante é um jovem vindo do interior do Paraná, mais especificamente de Pingo d’Água, recém-matriculado em uma universidade no Rio de Janeiro que, junto de mais três amigos, almeja iniciar uma nova vida. As coisas não estão fáceis para ninguém, e é uma grande sorte quando eles encontram o apartamento perfeito, e o mais importante, por um preço acessível. 
Os quatro amigos não poderiam ser mais diferentes. Dante, o narrador dessa história, estudante de administração, trabalha em uma livraria e controla seu sono a base de Rivotril. Hugo é dono de um ego tão alto que por vezes até irrita, e é também o aspirante a chef dos quatro. Leitão é um hacker que parece viver em um universo paralelo dentro de seu quarto, sempre fumando um cigarro de maconha e comendo pizza. Por último, mas tão importante quanto, temos Miguel, que faz medicina, e de longe é o mais centrado do grupo, prezando sempre pelo que é certo – o que não impede as atrocidades que estavam por vir. O Rio de Janeiro viveu seu ápice entre copa do mundo e olimpíadas, e agora os moradores veem seu declínio econômico da forma mais dura. E é claro que os quatro, já muito bem instalados, também começam a sofrer com isso. As contas chegam, o aluguel bate à porta, e seus empregos mostram-se medíocres demais para arcar com tudo. A ideia de iniciar jantares com experiências gastronômicas inusitadas vem em um arroubo de criatividade com base em um esquema já conhecido nos Estados Unidos, e que começa a ganhar força no Brasil. Com um quase chef em casa, nada melhor do que tentar entrar nesse mercado que promete dinheiro de um jeito, aparentemente, fácil.

Li outro dia no jornal sobre uma versão brasileira do DinnerWith. JantarSecreto.com. É pra qualquer pessoa com certo talento culinário que quer ganhar um dinheiro extra sem precisar abrir um restaurante. A ideia é fazer a ponte entre essas pessoas e outras dispostas a comer na casa de alguém desconhecido, numa espécie de aventura gastronômica.

A proposta é muito simples. Tendo alguém que sabe cozinhar tão bem, seria um ultraje se eles não aproveitassem a oportunidade. As funções de cada um são designadas sem protestos e por unanimidade, e é assim que os quatro amigos entram em um jogo muito mais intenso do que o esperado. O que começou como um simples meio de ganhar dinheiro e sanar as dívidas, se transforma em algo muito maior e mais perigoso do que nossa imaginação poderia alcançar.

25 de julho de 2017

Semana do autor nacional: Quarto de despejo

Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Dando continuidade ao projeto em comemoração ao Dia Nacional do Escritor, venho com uma indicação que une tanto essa data quanto o Dia internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, que também é comemorado no dia de hoje. Para essa data especial trouxe o livro Quarto de despejo da autora Carolina Maria de Jesus. Carolina foi uma grande mulher que mesmo não tendo um alto nível de escolaridade, escreveu seu livro em forma de diário, e tivemos o prazer de tê-lo publicado, para que pudéssemos conhecer sua história de luta.


Segue a sinopse:
Quarto de Despejo é um diario. Escrito dia a dia. Caderno e mais caderno cheios pela letra de uma mulher. Recheados do cotidiano autêntico, vivido. A luta pela sobrevivência como ela é, em todos os "quartos de despejo" do mundo, à margem das grandes cidades. Quarto de Despejo é mais que isso. É reportagem, é romance, é história de um grupo humano em certa época do mundo. É a voz do povo, patética, lírica, sentimental, forte e inesquecível.
O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal, na linguagem simples do diário de uma catadora de lixo.

Carolina foi uma grande guerreira, nascida por volta de 1914 (não se sabe dizer com exatidão), que faleceu no dia 13 de fevereiro de 1977, mas deixou um grande documento de sua vida na já extinta favela do Canindé, em São Paulo. A autora se referia ao local, como o quarto de despejo da grande cidade em que morava. Sendo o local tão próximo de onde moro, me senti tocada ao imaginar o que hoje vemos como a Marginal Tietê, mas que esconde tanta história sob seu asfalto.
Tudo tem início quando o repórter Audálio Dantas é designado para uma reportagem na favela localizada na beira do rio Tietê, e então conhece Carolina Maria e descobre nela uma mulher que, não só tem o que dizer, como não quer ficar calada.


... Aqui na favela quase todos lutam com dificuldades para viver. Mas quem manifesta o que sofre é só eu. E faço isto em prol dos outros

24 de julho de 2017

Semana do autor nacional: A Arma Escarlate

Oi, gente!

Na semana passada, passeando pela blogosfera, dei de cara com o Blog Livros e Ideias da Drica, e junto com ele veio o post maravilhoso (e que é a minha cara!) sobre o Dia Nacional do Escritor, que será amanhã, no dia 25 de julho! (No post ela conta direitinho como a comemoração surgiu. É só clicar aqui.)
A Drica sugeriu que, quem tivesse interesse, poderia se unir a ela e dedicar a semana para a divulgação da nossa literatura na atualidade, que é tão rica, mas muita gente ainda não descobriu. E é claro que eu não podia ficar de fora, né?! Segue então minha primeira indicação:


Esses são os dois primeiros livros da série A Arma Escarlate, que será composta de cinco livros e um spin-off. O primeiro exemplar, que recebe o nome da série, já foi resenhado no blog, e você pode conferir a resenha clicando aqui. (É um tanto antiga, mas assim que fizer uma releitura, trarei outra novinha)
Resumidamente, conta a história de escolas de bruxaria aqui no Brasil. Cada livro trará uma visão melhor de cada uma das cinco escolas brasileiras. Sim! A autora levou em consideração que nosso país é enorme, e uma única instituição não conseguiria comportar tantos alunos, logo, foram criadas cinco escolas, formando um pentagrama mágico, sendo uma em cada região. A escola do sudeste, foco do primeiro livro, é localizada no Rio de Janeiro, dentro do famoso Corcovado, e lá temos as mais maravilhosas demonstrações da cultura nacional, assim como os defeitos que infelizmente assolam o país, tudo isso em um universo mágico que foi muito bem construído pela Renata. A seguir, a sinopse:

24 de março de 2016

Novidades literárias!


Oi oi, gente! Tudo bem com vocês?

Tem mais notícia boa no mercado editorial! Essa semana eu vim aqui contar do mais novo lançamento da DarkSide, previsto para abril. E hoje a notícia é de um dos meus livros preferidos, um romance policial nacional que tem chamado a atenção por aí. E se você pensou em O sorriso da hiena, está certíssimo. O meu queridinho, antes lançado de forma independente, ganhou o selo da Verus Editora! Sim, isso mesmo! Se você, como eu, leu mas não teve a oportunidade de comprar o livro físico, ou ainda não se aventurou nessa obra incrível, aguarde novas informações, porque é oficial, o autor Gustavo Ávila divulgou a novidade ontem em seu instagram! Preciso dizer que fiquei muito feliz? rs.

Se ainda não conhece o livro, segue a capa e a sinopse ;)


 
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral.
Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?

Se quiser saber com detalhes o que achei do livro, pode conferir na resenha postada aqui no blog, e deixa aí nos comentários se já leu e o que achou da experiência.

Kisoj e até a próxima!
Aline :D

18 de março de 2016

Os doze guardiões da luz - Luiz Henrique Batista

doze guardiões

Festival de primavera e há uma aparente paz em Gaia, é o início de mais um ano da Era dos Reis. Após um longo período de escuridão, a luz parece estar no auge de sua força. Mas talvez os doze guardiões estejam passando apenas por uma calmaria, e o inimigo está muito mais perto do que se imagina.

Os doze guardiões da luz traz para a ficção, os signos do zodíaco encarnados em deuses vivendo no mundo fantástico de Gaia. Com narrativa em terceira pessoa, e – nesse primeiro livro – um foco mais específico em Áries, o livro narra a jornada dos doze deuses depois que a escuridão fora dizimada desse mundo.
Durante uma tradicional festa de primavera, há o reencontro de grande parte dos guardiões. As comemorações seguem naturalmente, e há pouca preocupação com a segurança dos habitantes. Quem haveria de se intimidar tendo os maiores guardiões à vista?
Eis que durante o evento algo extremamente inesperado acontece; o terceiro guardião, Gêmeos, é encontrado ferido e seu estado é grave. Mas quem se atreveria a afrontar um deus? Quem teria capacidade e força para tal façanha? Talvez a resposta seja mais simples do que se imagina, porém mais macabra do que desejam descobrir. O ataque representa muito mais que uma afronta, já que a existência dos guardiões mantém de pé a barreira que afasta a escuridão do universo de Gaia.
Doze estrelas caíram em diferentes partes do mundo, dissipando a Escuridão. Corrompidos em corpo e espírito, os gigantes recuaram em massa rumo ao leste, para além da neblina. Os que permaneceram, descobriram que as estrelas vindas do céu tornaram-se homens e mulheres que lutariam por liberdade e justiça. Eram os Doze Guardiões da Luz, guerreiros imortais que trouxeram esperança aos povos oprimidos, dando fim à Era dos Gigantes e início à Era dos Reis.

Com detalhadas cenas de ação, o livro é uma fantasia maravilhosa, que mistura outros gêneros literários. Temos romance em um nível balanceado que traz harmonia à trama intensa, enquanto os momentos de mais movimentação são muito bem escritos pelo Luiz Henrique.

Todo o cenário em que a história é passada é também muito bem explicado, o enredo não tem falhas, e esse universo criado pelo autor, assim como seus personagens, são completos e esmiuçados para que não haja dúvidas, como por exemplo, das Eras sob as quais Gaia já esteve.

Os personagens foram muito bem criados e me identifiquei bastante com a guardiã do meu signo, apesar de ter me encantado pela personalidade da Aquário, que se tornou uma de minhas personagens preferidas (e quando descobri que foi inspirada na Joana D’Arc, fiquei ainda mais apaixonada, rs.). A premissa do livro já havia me instigado, mas depois de ler tive mais certeza que o autor não apenas cumpre o que promete mas supera expectativas também.
[...] guerras não são travadas por um bem maior. Um lado subjuga o outro para assegurar a própria sobrevivência, e apenas isso. O sangue do inimigo em vez do seu. Matar ou ser morto. Devorar ou ser devorado. Essa é a única lei que rege a todos os seres vivos!

O livro tem uma pegada medieval, com cavalheiros e tudo que esse universo nos dá direito. Se você gosta de histórias assim, é bem possível que se apaixone pelo enredo tanto quanto eu. E mais um dos pontos fortes é a inserção da amizade como um valor sempre presente na trama.
Recomendo a leitura por diversos motivos; esse é mais um daqueles livros que você quer ler, e ter com quem confabular teorias sobre sua continuação. Então se você já leu, ou ficou interessado, deixe aí nos comentários!

Avaliação: ★★★★★


Kisoj e até a próxima!
Aline :D




Página do livro no skoob, e no facebook (onde você pode adquirir um exemplar autografado e com marcador, direto com o autor).

4 de março de 2016

Lobo de rua - Jana P. Bianchi

Lobo de rua

Hoje eu vim falar de mais um livro fantástico da nossa literatura nacional. Lobo de rua é um prelúdio para a série A Galeria Creta (ainda não lançada) de Jana P. Bianchi.
O livro teve seu lançamento de forma independente em 2015, e conta a história de Raul, um jovem que vive nas ruas de São Paulo, e que de repente passa a sentir estranhos incômodos físicos. Seu problema? O jovem é portador da licantropia, que agora está se manifestando. Espasmos de dor, manifestação de uma ferida sem que houvesse se machucado, pressão no maxilar... Esses são só alguns dos males que lhe afeta nas noites de lua cheia, mas o pior é sentir que algo violento e selvagem está aprisionado dentro de si, e ele nada pode fazer.
Em sua primeira noite como um lobisomem, não fazia ideia do que estava acontecendo, mas atraiu a atenção de Tito Agnelli, um senhor italiano também portador da licantropia, que lhe acolhera com carinho, sem se preocupar com a vida que Raul levava.
Tito entende tudo sobre sua maldição – como costuma chamar – e passa todo seu conhecimento para o jovem que lhe despertara a compaixão.
O garoto sentiu uma súbita vontade de chorar. Engoliu o ímpeto imediatamente, acostumado pela vida nas ruas a nunca demonstrar fraqueza. Franziu mais as sobrancelhas.
- Como? – perguntou, sem saber exatamente o que queria ouvir.
Tito suspirou.
- Você foi contaminado, filho – sentenciou, sério. – Agora, é um lobisomem.

A partir daí Lobo de rua começa a se desenvolver ainda mais, e somos apresentados a esse universo fantástico que acontece dentro de nossa própria realidade. A narrativa de Jana é forte, detalhista e em alguns momentos até bem chocante.
Por ter essa característica de iniciação no mundo da Galeria Creta, o livro, em certos momentos, dá a impressão de ser uma grande apresentação, ou prólogo, para algo ainda maior. O que é definitivamente um ponto positivo, porque atiça a curiosidade e faz com que desejemos não apenas chegar ao final, mas ler o restante da série também.

Vamos aos personagens principais. Mesmo contando com poucas páginas, captamos a essência dos dois personagens que estão em foco nesse livro. Raul é apenas um jovem maltratado pela vida, com seus próprios traumas e inseguranças. Com uma personalidade quase arisca, o jovem desperta não só a piedade de Tito, como a do leitor também. É um personagem extremamente real em sua situação de vida, mesmo dentro de uma fantasia.
Tito Agnelli também possui um jeito meio calejado por se encontrar há anos na condição de lobisomem. Com ares um tanto paternais pelo jovem protagonista, o italiano cativa nosso carinho desde sua primeira aparição. Mesmo que as vezes seja um pouco explosivo, Tito transmite uma confiança, e força sem tamanho ao longo do enredo.
Coadjuvantes vão surgindo, e também nos deixam intrigados, querendo saber mais sobre a história. Como por exemplo, a cigana Soraia que chama atenção nos poucos momentos que aparece.

Lobo de rua é intenso, real dentro de sua fantasia, e muito cativante. Recomendo, e estou bem ansiosa para a continuação! Espero que tenham a oportunidade de ler. E venham me contar o que acharam! ;)

Livro no skoob.
Kisoj e até a próxima!
Aline :D

1 de março de 2016

Leituras do mês de Fevereiro

E aí, pessoal?! Como vocês estão?

O mês mais curto do ano chegou ao fim, então vim aqui falar das leituras que fiz ;) Foi um mês bem produtivo, li 10 livros (alguns bem curtinhos, quero deixar claro rs.). Segue a lista, em ordem de leitura:

1. Os dois mundos de Astrid Jones - A. S. King (Você encontra a resenha aqui.)
Os dois mundos de Astrid Jones
O livro conta a história de Astrid, uma adolescente normal que ama filosofia, trabalha, tem amigos, e nas horas vagas envia amor para os passageiros dos aviões que sobrevoam a pequena cidade de Unity Valley.
Um Jovem adulto diferente do convencional, que lida com questões atuais, a colocação de rótulos em nossas vidas, e insere filosofia de uma forma leve e prazerosa.

 

2. O sorriso da hiena - Gustavo Ávila (Você encontra a resenha aqui.)
O sorriso da hiena


Esse foi, com certeza, o melhor livro que li esse mês! Um thriller nacional realmente apaixonante. Um casal é brutalmente assassinado, e o filho é obrigado a assistir cada detalhe, sendo deixado vivo após tal ato. Vinte e quatro anos se passam, e David começa a repetir o que viu o quando criança, matando casais pela cidade mantendo o mesmo modus operandi que seu algoz utilizou. Em contrapartida temos William, um psicólogo infantil que foi designado pela polícia para cuidar das crianças envolvidas nos casos. Suas histórias se cruzam através de uma proposta macabra, e questionamentos sobre bem e mal surgem de forma espetacular na trama.


3. A garota do lago - Livro 1 - Marcio Ardenghe D. Pere
A garota do lago

Um conto de terror, com foco na história de Christian, um jovem de pouco mais de vinte anos, que tem uma surpresa um tanto desagradável quando resolve ir a casa de campo de um dos amigos. Casa esta que há alguns anos sua irmã morrera.
Muito rápido de ler, A garota do lago é um nacional cheio de mistério e que te deixa curioso com o que pode acontecer até o final da série.

 

4. Louis e Noémie - Um (a)caso de amor em Paris - Giulia Mancini
Louis e Noémie - Um (a)caso de amor em Paris


Um romance que se passa em Paris, onde duas pessoas vivendo vidas opostas se encontram, e começam a trocar experiências. Mas o destino as afasta de forma inesperada, e anos depois as une sob as mesmas circunstâncias. Louis e Noémie agora vivem situações totalmente diferentes e estão bem mais maduros, mas parece que nem tudo está perdido para o casal. Delicada e leve, a história flui rápido, e não é possível largá-lo até que chegue ao final.

5. O Iluminado - Stephen King
O Iluminado
Após perder mais um emprego graças a seu temperamento quase incontrolável, Jack Torrance tem a oportunidade de se tornar zelador do Hotel Overlook. Parece perfeito para a família Torrance que já não está podendo recusar ofertas de emprego. Mas o filho do casal, Danny, não é uma criança comum, ele é iluminado. E isso se mostra muito arriscado quando eles descobrem da pior maneira, que o Overlook não é um hotel comum.

26 de fevereiro de 2016

Olho grego - Paulo Sérgio Moraes

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Tendo saído do seminário, e em busca de um recomeço, Heitor percorre as ruas de São Paulo, buscando não só um emprego, como um lar para iniciar uma nova fase em sua vida. Nessas andanças diárias, vê uma jovem distraída, e seus instintos o levam a salvá-la de um atropelamento. A garota no entanto não está sozinha mas acompanhada do irmão, e esse é o primeiro contato de Heitor com os irmãos Fred e Ísis. A vida os leva a se encontrar outra vez, porém de forma definitiva, os aproximando a cada dia mais.

Heitor é um rapaz fechado e um tanto misterioso com relação ao seu passado. Vive se martirizando por seus erros e rememorando-os. Fred por sua vez, é espontâneo e alegre, mesmo ante seu problema renal, vivendo a vida no limite. Enquanto sua irmã mais nova Ísis busca abrigo e companhia nos livros, seus maiores aliados.

Com essa premissa o livro se inicia, e o autor nos apresenta uma ótima narrativa em primeira pessoa, que consegue nos inserir nos mais íntimos pensamentos de Heitor. E para que a experiência ficasse ainda mais completa, Paulo Sérgio trouxe uma inovação muito interessante. Logo no início do livro, há uma nota em que diz que foi feita uma playlist musical para que entremos no clima da leitura. E a cada cena em que uma dessas músicas aparecem, há uma notinha na página (foto abaixo). Preciso dizer que adorei? Sou adepta da leitura e da música em conjunto, e ter uma playlist feita pelo próprio autor? Achei incrível! Em certos momentos isso realmente me ajudou a ficar ainda mais inserida na cena, e ter sensações realmente novas.

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E as surpresas do livro não param por aí, em determinado momento da história, algo inesperado acontece e Heitor tem que quebrar suas próprios barreiras, e provar a todos, inclusive a si mesmo, sua inocência.
Maldito tempo capaz de fazer da proteção uma ameaça, transformar o amor em revolta, conduzir o desejo à insanidade, manchar a pureza com sangue e de acordar nossos demônios interiores!

Em meio a esses conflitos, algo inesperado para o “durão” Heitor acontece, e ele precisa lidar com o tão temido sentimento por qual todos nós um dia passamos... o amor. Suas experiências de vida até então, foram marcadas por tragédias e momentos ruins, mas é inevitável lidar com o desconhecido.
Muitas vezes reneguei oportunidades de ser feliz por não considerar que precisava ou merecia. Contudo, consegui perceber que os sentimentos estão acima da nossa vontade e capacidade de sentir. Simplesmente somos afetados.

Temos ainda os personagens de Olho Grego que me chamaram a atenção, não apenas por serem bem criados, mas também pela forma marcante com que são inseridos no livro, e o peso que carregam no mesmo. É difícil não se apaixonar por seus dilemas e mistérios de vida. Mesmo os secundários, aqueles que apareceram em poucos momentos, deixaram marcas especiais durante a leitura. Um ótimo exemplo é Edgar, que com seu jeito simples me cativou imensamente, sendo um dos meus personagens favoritos.

Olho Grego é com certeza um grande livro, cheio de reviravoltas, questionamentos interessantes sobre as coisas ao nosso redor e com uma trama bem amarrada. Um romance urbano maravilhoso e surpreendente que recomendo a todos! Tendo conhecido o trabalho do Paulo em Condicional (e gostado muito!), posso dizer que me tornei uma grande fã de suas histórias. Espero que tenham a oportunidade de ler esse livro incrível e terem a grande experiência que tive.

Avaliação: ★★★★★


Livro no skoob. Site do autor.


Kisoj e até a próxima!
Aline :D


 

 

23 de fevereiro de 2016

O sorriso da hiena - Gustavo Ávila

O sorriso da hiena

Um assassinato brutal. Uma criança deixada como testemunha. Duas mortes assustadoramente reais. O que faz do ser humano um monstro? Quem, dentre nós, é bom? Qual o verdadeiro conceito de fazer o bem?
Após presenciar o assassinato dos pais, uma criança de oito anos é deixada como testemunha, e talvez tenha sido a maior vítima do crime. Traumatizado pela barbárie que fora obrigado a ver, vinte e quatro anos depois, David decide que precisa saber se uma pessoa é capaz de tornar-se má, por passar pelo mesmo que ele na infância.
Uma série de assassinatos idênticos ao fato ocorrido há mais de duas décadas, começa a acontecer, e logo um psicólogo é envolvido para que possa acompanhar as crianças sobreviventes. Willian é formado em psicologia, e trabalha diretamente com crianças. Seu objetivo sempre fora saber onde a maldade humana começa. E é então que uma proposta surge, e Willian passa a questionar seus princípios morais, éticos, e a sociedade em que vivemos.
Como todos nascemos com necessidades a serem supridas, seria impossível viver em um mundo sem o limite da consciência, sem as limitações da moral.

A criação de personagens me encantou desde o início quando me deparei com o detetive Artur e sua singularidade, a síndrome de Asperger. Sempre quis encontrar um livro em que algum personagem tivesse a síndrome (aceito sugestões nos comentários, rs.), então fiquei ainda mais instigada quando descobri. Não só Artur, mas cada personagem nesse livro, é muito bem criado, e são perfeitamente humanos. Inseguranças, dúvidas, certezas... tudo é muito realista.

Com uma trama cheia de mistérios, personagens bem estruturados, e situações críveis, Gustavo Ávila nos presenteia com uma obra completa, onde cada fato conta para o desfecho final. Um romance policial carregado de tensão, e detalhado em suas descrições. Preciso falar também dos diálogos entre os personagens. Fiquei encantada! Cada palavra tinha um propósito, e eu os lia com mais avidez a cada página.
- O mal nada mais é do que um buraco que quer desesperadamente ser preenchido, detetive.

Só posso dizer que recomendo e muito esse livro! O sorriso da hiena é muito bem escrito, repleto de características marcantes, além de possuir um enredo que te prende do início ao fim. Com a premissa já citada, o livro promete um enredo carregado de ação e questionamentos morais. E Ávila não só cumpre com o prometido, como surpreende em cada detalhe.

Avaliação: ★★★★★


Livro no skoob.


Kisoj e até a próxima!
Aline :D



 

1 de setembro de 2015

A Arma Escarlate - Renata Ventura

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Rio de Janeiro, 1997. Hugo tem apenas 13 anos, mas vivencia a realidade de muitos adolescentes brasileiros, e em mais uma noite de violência em sua cidade natal, nosso protagonista se encontra em meio a um tiroteio, quando recebe uma misteriosa carta endereçada a ele. O remetente? A ilustríssima diretora de uma escola de magia.
A princípio tudo parece uma grande piada, mas há algo de verídico na carta, e é nessa ponta de veracidade que Hugo coloca suas esperanças no intuito de deixar pra trás a vida infernal que tem vivido. Mais do que seguir em frente, nosso bruxinho busca vingança por todas as maldades que o chefe do morro já o fez passar.
É então que o universo literalmente mágico de Renata Ventura nos é apresentado pela primeira vez. Hugo Escarlate começa a ser inserido no mundo bruxo e juntos somos levados a uma viagem sem precedentes.
Mui respeitosamente, venho convidá-lo a se unir ao corpo discente da excelentíssima escola de bruxaria Notre Dame do Korkovado. [...]

O livro é dividido em duas partes. Na primeira temos a apresentação do enredo, assim como as primeiras impressões do universo mágico de Renata Ventura. As descrições são bem feitas, e os personagens muito bem criados. A representatividade no livro é maravilhosa, vemos personagens reais de uma forma tão pouco mostrada em nossa literatura, e falo não só do emocional, mas das características físicas também. Quantas vezes você pegou um livro e viu inúmeros personagens que não tinham fisicamente nada a ver com você, ou com as pessoas a sua volta? Isso, definitivamente, não acontece em A Arma Escarlate. Além de tudo isso, vemos muito de nossa realidade mesmo em um contexto fantasioso. A autora coloca muito mais do que sonhos nessas quase 485 páginas, Renata trata de problemas que vemos e vivemos todos os dias. Não pegue esse livro esperando que haja qualquer tentativa de “tapar o sol com a peneira”, o Brasil é mostrado como ele realmente é. Com suas belezas naturais, seu potencial, mas também com seus defeitos, seu descaso.
Um fato que gostaria de ressaltar para exemplificar melhor o que mencionei acima, é que somos apresentados não só a uma, mas cinco escolas brasileiras de magia. O Brasil é imenso! Renata não esquece esse detalhe em momento algum, e nos presenteia com uma instituição em cada região do país! Nesse primeiro livro o foco principal é a escola localizada no Rio de Janeiro, correspondente a região Sudeste. Vemos os quatro estados que a compõem sendo muito bem retratados em personagens divertidos e cheios de personalidade.

A segunda parte começa e peço que peguem lencinhos, e tenham muita coragem! É a partir daí que temos mais um grande exemplo de história. Mesmo que nossos protagonistas sejam tão jovens, Renata não se abstém de mostrar mais uma realidade do nosso país. É triste, cruel, e posso dizer que desumano também, mas mais uma vez, a intenção não é fingir que não acontece. O clima aqui fica mais pesado, mas tratado de forma tão real e tão sensível, que não é possível largar o livro até que o desfecho apareça.

Quando iniciei a leitura, achei que muitas semelhanças com o universo de Harry Potter seriam inevitáveis, mas definitivamente, não foram. O livro da Renata criou vassouras próprias que alçaram voo distante das de J. K. Rowling. Ambos os livros são maravilhosos (sou muito fã do bruxinho britânico), mas cada um em suas peculiaridades. E garanto a vocês, em minha singela opinião, que não podíamos ter encontrado autora nacional melhor para fazer os nossos sonhos de receber uma carta mágica se tornarem mais próximos da realidade. o_/

Avaliação: ★★★★★


Livro no skoob.
Kisoj e até a próxima!

Aline :D

22 de julho de 2015

Condicional - Paulo Sérgio Moraes

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Típica vida paulistana, Lucas se une aos amigos para mais uma noite de balada e curtição, dessa vez, mais do que diversão, quer comemorar a tão esperada formatura. Querendo se livrar da pressão do pai, e tirar o peso da faculdade de administração das costas, o rapaz só deseja aproveitar o momento da melhor forma possível.
Perdido em um mundo de vícios e dinheiro rápido, Jota vive a vida no limite arriscando-se pelas ruas de São Paulo constantemente. Hoje, tudo que ele precisa é levantar uma boa grana.
Porém na fatídica noite de 1997, nada saiu como planejado. Em um segundo de desespero, uma arma em punho e uma curva mal feita, a vida de dois jovens são interligadas para sempre.

Em um livro com pontas bem amarradas, e escrita fluida, o autor nos leva em um enredo envolvente e intenso em diversos aspectos. A partir da premissa já citada, a história começa a se desenrolar e somos guiados de forma ágil pelas páginas desse delicioso e conturbado romance.
Em certas partes do livro conseguia me conectar totalmente à história, e entendia os sentimentos dos personagens, mesmo que não concordasse com todos os seus atos.

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Paulo Sérgio tem uma escrita gostosa, e cria momentos onde a intensidade das emoções e desejos dos personagens, são realmente nítidos e quase palpáveis. Perdi-me entre as páginas e digo com certeza que temos mais um autor nacional maravilhoso!

Ao longo do enredo, a trama é ligada por passagens de tempo bem feitas, que não deixam a história se perder em momento algum. Além disso, gostei da formação dos personagens e a forma como suas personalidades são bem descritas para os leitores.

E nem pense em pegar Condicional esperando algo clichê. Além de um romance inovador, vemos atos passíveis de acontecer dentro de nosso próprio cotidiano e um final capaz de causar taquicardia rs. Nossos protagonistas são intensos e ao mesmo tempo falhos, o que os torna tão humanos quanto nós mesmos. Surpresas ao longo da história, e uma ainda maior em seu desfecho chocante. Acredito que o único defeito tenha sido as poucas páginas, mas foi algo que não alterou em nada a história, e continuo recomendando a leitura! Além de estar ansiosa para ler outros trabalhos do autor!

Kisoj e até a próxima!
Livro no skoob.

Aline :D