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2 de agosto de 2017

Leituras de Julho

Oi oi, galera!
Nesse último mês, entre férias atribuladas e maratonas literárias, até que li bastante coisa, e todos foram maravilhosas!



Participei (e estou participando ainda, porque foi prorrogada) da Maratona Literária de Inverno, organizada pelo Victor Almeida, do canal literário Geek Freak, fato que me ajudou a dar uma boa alavancada no fim do mês, apesar de não ter concluído minha ousada meta de nível intermediário, com seis livros. Mas enfim, esses foram os livros lidos:

1. Mestre das chamas - Joe Hill (Resenha feita para outro blog, clique aqui)

Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas.
Nos Estados Unidos, uma cidade após outra cai em desgraça. O país está praticamente em ruínas, as autoridades parecem tão atônitas e confusas quanto a população e nada é capaz de controlar o surto.
O caos leva ao surgimento dos impiedosos esquadrões de cremação, patrulhas autodesignadas que saem às ruas e florestas para exterminar qualquer um que acreditem ser portador do vírus.
Em meio a esse filme de terror, a enfermeira Harper Grayson é abandonada pelo marido quando começa a apresentar os sintomas da doença e precisa fazer de tudo para proteger a si mesma e ao filho que espera.
Agora, a única pessoa que poderá salvá-la é o Bombeiro – um misterioso estranho capaz de controlar as chamas e que caminha pelas ruas de New Hampshire como um anjo da vingança.
Do aclamado autor de A estrada da noite, este livro é um retrato indelével de um mundo em colapso, uma análise sobre o efeito imprevisível do medo e as escolhas desesperadas que somos capazes de fazer para sobreviver.


2. Para educar crianças feministas - Chimamanda Ngozi Adichie (Resenha aqui)
Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

3. Nossa música - Dani Atkins
Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte. 
Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam. 
Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

20 de julho de 2017

Para educar crianças feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Não sei se é de conhecimento geral, mas sou uma grande fã da escritora e ativista Chimamanda Ngozi Adichie, e não pude deixar de ir atrás de um de seus mais recentes livros, que na verdade é uma carta redigida pela própria, e endereçada a uma grande amiga, que lhe pedira dicas de como criar sua filha recém-nascida dentro da esfera feminista.
Nativa de Enugu, na Nigéria, a autora nasceu em 1977 e assina o lançamento de quatro grandes obras, além de sua conferência no TED, que já ultrapassa 2 milhões de visualizações e teve seu discurso transcrito e lançado no formato de livro, aqui no Brasil, pela Companhia das Letras, recebendo o título de Sejamos todos feministas.

Dividido, basicamente, em quinze sugestões educacionais, Chimamanda listou o que achava ser mais adequado para a educação de uma criança nos tempos modernos, onde os limitadores ideias de gênero são tão presentes e acorrentam, principalmente as moças, impedindo-as de consolidar até mesmo sua personalidade, já que esses ideias impedem a formação pela qual todos passamos durante as fases de crescimento.
Feminismo e feminilidade não são mutuamente excludentes. É misógino sugerir o contrário. Infelizmente, há mulheres que aprenderam a se envergonhar e a se desculpar por interesses vistos como tradicionalmente femininos, como moda e maquiagem. Mas nossa sociedade não espera que os homens se sintam envergonhados por interesses tidos como masculinos - carros esportivos, certos esportes profissionais.